segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Crítica ao Jornal

A educação no Brasil

Lucas Figueiredo Amaral[1]
ED 12

O Brasil tem o segundo maior índice de analfabetismo na América do Sul, atrás somente da Bolívia. Se fosse um país, o Nordeste teria o 5º pior desempenho em alfabetização da América Latina e Caribe, à frente apenas de Honduras, Guatemala, Nicarágua e Haiti. Isso é algo podre para um país tão grande e lindo que é o Brasil. Eu costumo dizer que o analfabeto é um “cego que enxerga” ou “cego de vista limpa”.

O número de analfabetos no Brasil acima de 15 anos, 14 milhões de pessoas, coloca o país no grupo das 11 nações com mais de 10 milhões de não-alfabetizados, ao lado do Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria. Você já parou para pensar, como é a vida de um analfabeto?

Em um país em que quase metade da população declara-se branca, a análise dos índices de analfabetismo revela uma estatística: apenas 32% dos analfabetos pertencem a esse grupo, enquanto 67,4% são negros ou pardos declarados, ou seja, dos 14,4 milhões de analfabetos, 10 milhões eram negros ou pardos, segundo a Pnad de 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Não só no processo de alfabetização, mas a situação dos negros e dos pardos é também pior quanto à renda: mesmo na comparação entre pessoas de mesmo nível de escolaridade, a renda média dos negros e pardos é, em média, 40% menor do que a dos brancos. Brancos com mais de 12 anos de estudo ganharam, em média, R$ 15,90 por hora, em 2006, enquanto os negros e pardos receberam R$ 11,10. Isso mostra o quanto o negro é inferiorizado nesse país.

A vida de um analfabeto é ridícula, é a mesma coisa de você ir para um país onde não sabe a língua local daquele país. A pessoa fica perdida no tempo e não desenvolve, porque é por meio da leitura que a gente cresce. Já parou para pensar, você não conseguir ler uma simples receita de bolo? Isso é horrível.

Por isso temos que cobrar dos nossos governantes ensinos de qualidade e para todas as pessoas. O que mais mostra que um país é subdesenvolvido é se sua população sabe ler. Ler é à base de qualquer conhecimento humano. A pessoa que não sabe ler, não se “diferencia” do homem das cavernas.

Além disso, as pessoas que não sabem ler sofrem vários preconceitos, e muitas vezes entram em depressão por se sentir inferiores as outras pessoas que sabe ler.

A maioria dessas pessoas sofre com o trabalho pesado, e ganham muito pouco por conta de não saberem ler. A grande maioria das vezes porque não tiveram oportunidade para aprender a ler. E muitas das crianças que não sabem ler vão para o mundo das drogas e do roubo.

E muitas dessas pessoas que não sabem ler são vítimas das pessoas desonestas na nossa sociedade. Peço essas pessoas que se conscientizem e não faça mais essas desonestidades. Peço também aos governantes que tomem vergonha na cara e invista em educação.



[1] Sou estudante do Cefet-Ba curso o ensino médio mais o curso de edificações. Fui solicitado pelo professor Alexandre a escrever uma crítica a uma página de um jornal. A página que me chamou atenção foi a que tinha um artigo de opinião cujo título era “Analfabetismo e esperança”. Eu gostei muito de ter feito esse texto porque tina muitas coisas que eu não sabia sobre o analfabetismo. Com isso, eu tive que pesquisar sobre o assunto e descobrir coisas interessantes.

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