segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Memorial

Em Busca do Passado

Lucas Figueiredo Amaral[1]
ED-12

Portugal deixou uma herança muito importante para o Brasil, que é a língua portuguesa. É através dela que nós podemos nos comunicar e se expressar. Muitos escritores e pessoas importantes ganhavam o seu sustento através dela. Muitos livros e clássicos surgiram através dela. Enfim a língua portuguesa é muito importante para nós brasileiros.

No Jardim I (como era chamado o primeiro ano escolar), eu aprendi as letras do alfabeto. Eu me lembro que a professora passava umas atividades de cobrir as letras do alfabeto. Minha professora se chamava Marina, uma vez ela me deixou sem “recreio” (como eu conhecia “intervalo” antigamente), porque fiquei conversando na aula e não fiz a atividade que ela passou. Nesse dia tive que fazer três atividades de português de uma vez só.

No Jardim II, além das letras do alfabeto eu aprendi a pintar e escrever algumas palavras simples como, por exemplo: “i de Igreja”, “E de elefante”, “a de avião”... Foi nessa época que tive que decorar o alfabeto inteiro, e sempre me embaralhava nesses trechos “O, P, Q, R, S, T...” e “ U, V, X, Z...”. Foi um sacrifício para decorar o alfabeto, mas conseguir.

Depois eu fui para alfabetização, era o ano onde tínhamos que aprender a ler. Até hoje me lembro da professora explicando as sílabas: Ba, Be, Bi, Bo, Bu, Bão/ Da, De, Di, Do, Du, Dão... Era muito engraçado. Eu me lembro como eu aprendi escrever meu nome, a professora deu a cada aluno uma fixa onde tinha seu nome escrito, todo dia você tinha que escrever ele na atividade da sala e de casa, fazendo com que a gente aprendesse a escrever o nosso próprio nome. Meus pais ficavam alegres quando eu escrevi meu nome pela primeira vez sem olhar para a fixa.

Foi na alfabetização que eu comecei a caprichar na minha letra, que antes era muito feia. Eu me lembro que minha mãe falava para minhas tias que minha letra parecia com a letra de professor. Na minha época o livro de português da alfabetização era chamado de “cartilha” e acho que é melhor do que os livros de alfabetização atuais. No final do ano a professora fez um livro de capa vermelha bem grosso que tinha todas as minhas atividades e provas realizadas no ano.

Na primeira série eu lia bastante textos e depois tinha as perguntas de interpretação. Eu me lembro que a professora passava muitos ditados de palavras e ditados de textos. Fazia pesquisa sobre a origem das palavras.

Na segunda série eu me recordo de poucas coisas entre elas: que a minha professora se chamava Lucicléia e que além de textos eu comecei a aprender gramática. Eu sempre fui bom de gramática, e gostava de algumas regrinhas, que são muito importantes e que nos ajudam muito. Acho que todo mundo sabe essa: que antes de P e B se escreve M. Foi nessa época que comecei a ler vários gibis e livros infantis.

Na terceira série, eu não me lembro de muitas coisas. Eu me lembro que no começo do ano eu não gostei muito da professora de português que se chamava Jussara. Depois eu me acostumei com ela e comecei a gostar dela. Foi nesse ano que tive o contato com poesias. Eu gostava muito de poesias porque algumas delas rimavam, e gostava muito de rimas.

Na quarta série eu comecei a ter os meus traumas por provas e na hora da prova eu começava a chorar. As professoras tentavam me acalmar dizendo que a prova só tinha assuntos que tinha aprendido na sala de aula e que eu conseguia resolver tudo. Mesmo assim eu não me acalmava e algumas vezes eu conversava com psicólogos na escola.

Na quinta série eu mudei de escola, porque a escola que eu estudava só ia até quarta série, ai da Kennedy eu fui para o Anísio Texeira. Daí eu comecei a chorar muito porque a escola que eu estudava era pequena e o Anísio era grande (do Jardim I até o terceiro ano). E eu sentir muito porque sai do pré para o ginásio. Eu chorava nas provas da quarta até a oitava série. Depois eu fui vendo que as provas não é um “bixo de sete cabeças” e entrei no Cefet mais maduro.

Da quinta até a oitava série as provas envolviam gramática e interpretações de textos. Só mudavam o grau de dificuldade, mas o sistema era o mesmo. Graças a Deus só estudei em colégio particular e ganhei maturidade para encarar o “português” do Cefet.

Atualmente estou lendo muito mais do que antes, pois sem a leitura ninguém chega a lugar nenhum. Aconselho as pessoas que não lêem a lerem, pois Português é uma matéria muito importante e gostosa de se aprender.















[1] Sou estudante do Cefet-BA curso o ensino médio mais o curso de edificações. Fui solicitado pelo professor Alexandre a escrever um texto que narra as minhas lembranças da Língua Portuguesa desde quando eu nasci. Gostei muito de desenvolver esse texto, pois nunca tinha parado para pensar a minha caminhada de 12 anos de estudo da Língua Portuguesa.

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